A história da colônia de lepra de Spinalonga
A ilha de Spinalonga Creta fica no Golfo de Elounda, na prefeitura de Lasithi, no leste de Creta. A ilha mede aproximadamente 85.000 metros quadrados — pequena o suficiente para ser caminhada em menos de uma hora — mas carrega uma das histórias mais complexas do Egeu.
Os venezianos construíram a fortaleza aqui em 1579, convertendo um afloramento rochoso em uma das posições mais defensáveis no Mediterrâneo Oriental. Resistiram contra os otomanos por mais tempo do que em qualquer outro lugar de Creta — a ilha não caiu até 1715, completos 46 anos após o resto da ilha cair sob o domínio otomano.
Em 1903, o estado grego reutilizou o assentamento abandonado como uma colônia de lepra. No seu auge, abrigava várias centenas de pacientes, tornando-a um dos últimos sítios ativos de quarentena de lepra na Europa. As condições melhoraram significativamente após 1930: os residentes organizavam a vida comunitária — um café, uma barbearia, serviços religiosos — financiados parcialmente por pacientes que ainda podiam trabalhar. A colônia fechou em 1957 após o tratamento com antibióticos tornar a quarentena forçada desnecessária.
A autora britânica Victoria Hislop ambientou seu romance A Ilha aqui em 2005. Sua adaptação para a televisão grega trouxe um aumento acentuado de visitantes. O que você caminha hoje é o sítio real — não uma reconstrução — incluindo os edifícios, túneis e capelas usados pelos pacientes durante aqueles 54 anos.
Para contexto histórico sobre arquitetura veneziana em toda Creta, o guia da Cidade Velha de Chania e Porto Veneziano cobre o estilo de fortificação em detalhe.
Como chegar a Spinalonga: Barcos, distâncias e tarifas
Três pontos de partida servem Spinalonga. Não existe ponte ou acesso para carros — barcos são a única maneira.
- Plaka: o ponto mais próximo na terra firme, aproximadamente 250 metros da ilha. A travessia leva cerca de 5 minutos.